O Homem Alfa

cacadores

 

Quem me conhece, lê meus textos no blog ou meus posts nas redes sociais sabe que um dos caras que eu vivo citando é Varg Vikernes, a despeito de discordar de muito de sua opinião; recentemente comentei sobre o fato de que ele sendo casado e tendo três filhos deste casamento, além de uma filha adulta, não se gaba ou sequer comenta sobre sua vida sexual, não se vê referência dele neste sentido, pelo contrário uma das bandeiras que ele levanta é contra o que ele chama de “hipersensualidade” ou seja, a excessiva sensualizacao e sexualizacao da vida como um todo, uma supervalorização de um aspecto que é importante, crucial, prazeroso, mas que no entanto tem tomado uma proporção absurda e uma importância desmedida em relação a outros aspectos da vida.

O homem no contexto atual é ou deve ser o macho-alfa, o garanhão, o pegador, caso seja casado, ele pode até ser fiel a sua esposa, mas, deve jogar futebol ou arranjar qualquer outra desculpa para estar com os amigos e então deve seguir um ritual, comentar sobre aquela estagiária gostosa ou falar da bunda da mulher que estiver passando, enfim ele tem que dar a entender para os amigos que se não estivesse casado seria um pegador… e por que isto? Porque ele tem a necessidade de aprovação social do grupo, se não uma necessidade pessoal de provar pra si mesmo que é homem, por insegurança talvez, então por uma necessidade típica da adolescência de provar sua masculinidade perante os outros, afinal o que poderiam pensar dele se não agisse desta forma? Que não é macho o suficiente talvez, que não gosta da fruta?

Isto não significa que não se tenha desejos, que não se sinta atração, que não se tenha instintos, mas há uma expectativa para que o homem exale testosterona pelos poros o tempo todo em um nível sempre muito alto, é verdade que homens pensam mais em sexo que mulheres, isto é precisamente um dos fatos que nos faz ser homens, mas também é verdade que homens se interessam mais que mulheres por assuntos como politica, economia, guerras, carros, esportes, lutas… da mesma maneira que é verdade que demonstram relativamente pouco interesse por assuntos como moda, decoração, jardinagem, etc assuntos tipicamente femininos

Mas a questão é, será que um homem precisa ser o pegador pra ser homem? Será que um homem casado que cometa a estupidez de ser fiel tem que necessariamente comentar sobre outras mulheres com os amigos?(não pode apenas como um bom mineiro apreciar e guardar a opinião pra si?), somos homens e não estou dizendo aqui que devemos negar nossos instintos ou fingir hipocritamente que não vimos aquela estagiaria gostosa ou que não reparamos na bunda daquela outra, etc, aliás, já que toquei no assunto, vou dar minha opinião e tentar desfazer o mito de que a bunda, seja a preferencia nacional, acho apenas que é extremamente constrangedor olhar de frente, então olhamos de costas (o mesmo vale para as mulheres).

Voltando ao início deste post e a Varg, obviamente não o conheço pessoalmente e pelo que sei ele tem poucos amigos, mas pelo que vejo a postura dele não tem absolutamente nada do que descrevi logo acima que é a norma em nossa cultura ocidental pós-moderna, ou seja ele não fica falando disto o tempo todo ou tentando passar uma imagem de macho-alfa e se o fizesse teria caído alguns pontos no meu conceito, mas alguém arriscaria dizer que ele não é homem? Na frente dele? Acho que não!

Como costumo dizer, sexo faz parte da vida, não é a vida que faz parte do sexo! E isto significa que existe algo mais, algo maior, algo melhor! E que sim o sexo não é um fim em si mesmo! Que ser homem não é ser o pegador, até porque no reino animal o macho-alfa na é só o pegador, ele é o líder da alcateia, o que significa que ele deve ser o primeiro a enfrentar um predador e o ultimo a sair, muitas vezes arriscando a própria vida, deve ser o provedor, o protetor, etc, hoje existe muito moleque se gabando de ser macho-alfa, mas que se engravidar a namorada é o primeiro a correr, a pular fora; ser homem é assumir suas responsabilidades, assumir seus erros e arcar com as consequências de suas escolhas. Ser homem é sim se casar (constituir família), ter filhos e cria-los, educa-los e não apenas se achar o cara só porque é mais um idiota com um pênis no meio das pernas!

Este é mais um, entre tantos outros, aspectos que me identifico e admiro Varg, eu sou assim e sinceramente não me importo com o que  os outros pensam a meu respeito, na verdade nunca me importei, a não ser claro a adolescência, todos  nós passamos por esta fase, mas ao menos pra mim ela passou!

Obs. Enquanto alguns acharão este post careta, reacionário, etc outros o acharãoousado, inapropriado, bom, não sou hipócrita, a vida é assim quer você goste ou não!

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A Mente do autista

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Nao, voce nao leu errado. Nao, eu nao escrevi errado. O titulo é este mesmo, a mente do autista e nao a mente do artista, este post é inspirado (mas nao diretamente influenciado) pela minha leitura do artigo “Autismo, uma explanacao do interior” de Marie Cachet e pelo video “The Autistic Brain” de Temple Grandin do Chicago Humanities Festival.

Mas, como eu disse é inspirado e nao influenciado, nao é exatamente aos autistas que me refiro, mas ao que chamo de “autista social” entre os quais eu me incluo.

Me refiro a mim mesmo e a algumas (duas? tres?) pessoas que eu talvez conheça que tem uma certa dificuldade em se relacionar com os demais, com a sociedade, daí a analogia ao autismo, no entanto nao se trata de ser anti-social, embora possa estar relacionado tambem, sendo mais claro…

Não se trata de odiar o ser humano, as pessoas, mas de se sentir sufocado em meio a multidoes, ainda que sejam pequenas multidoes, de nao ser muito afeito a festas, nao por uma rejeicao a festa em si, mas pelo barulho desconexo de dezenas de pessoas gritando para se comunicar por causa do som alto ou da simples aglomeracao de pessoas comprando, vendendo e passeando num shopping ou num centro comercial da cidade, algumas coisas podem ser diferentes, adoro shows de metal, death metal é musica pros meus ouvidos, mas quando vou a um show todos os que la estao, estao com o mesmo objetivo de curtir a banda e se por acaso alguem quiser lanchar, conversar, namorar ou tiver qualquer outro interesse sairá do local e nao ficara la falando alto!

Um video curto de algum tempo atras mostrava um campeonato de futebol americano e no estadio havia um garoto de uns onze ou doze anos com uma camiseta preta e cabelos compridos, a expressao no rosto do garoto demonstra exatamente o que eu quero dizer, enquanto toda a beautiful people sorria curtindo alegremente seu american way of life com hot-dogs e coca-colas extra-large o garoto expressava um olhar de ódio a tudo aquilo, um desprezo por todos, a impressao que se tinha é que ele iria gritar e sair correndo daquele lugar, eu o entendo! me identifico com ele! sei exatamente o que ele esta sentindo e nao pensando, porque nao é algo racional, nao é algo a que se possa apontar e dizer “é isto aqui” que o incomoda, mas é tudo a sua volta ou como disse  Morpheus para Neo no filme Matrix…

“Vou te dizer por que está aqui. Você sabe de algo. Não consegue explicar o quê. Mas você sente. Você sentiu a vida inteira: há algo errado com o mundo. Você não sabe o que, mas há. Como um zunido na sua cabeça te enlouquecendo. Foi esse sentimento que te trouxe até mim. Você sabe do que estou falando? Você deseja saber o que é a Matrix? A Matrix está em todo lugar. À nossa volta. Você pode vê-la quando olha pela janela ou quando liga sua televisão. Você a sente quando vai para o trabalho, quando vai à igreja, quando paga seus impostos. É o mundo que foi colocado diante dos seus olhos para que você não visse a verdade. Você é um escravo. Como todo mundo, você nasceu num cativeiro. Nasceu numa prisão que não consegue sentir ou tocar. Uma prisão para sua mente. Infelizmente, é impossível dizer o que é a Matrix. Você tem de ver por si mesmo. Siga-me.”

Talvez seja uma necessidade de espaco, espaco pra respirar, necessidade de distancia, de isolamento, de solitude, de estar a sós consigo mesmo, uma necessidade de estar num lugar deserto, onde só haja tu e o espaço, a natureza, de preferencia uma praia ou campo longe do barulho do transito e com um largo horizonte  pra se contemplar, pensar na vida, refletir ou apenas ver, observar, respirar fundo, sentir a brisa do mar ou o vento e sentir vivo e livre de verdade.

Em seu artigo Marie Cachet tambem cita Soren Kierkegaard como o maior filosofo da era moderna, concordo com ela e entao vou deixar um texto dele em O Desespero Humano,

“Essa espécie estouvada de homens, que o não são, esse rebanho de inseparáveis” sentem-no tão pouco que, como os periquitos, morrem mal se veem sozinhos; como a criancinha que não adormece sem uma canção, é-lhes necessário, para comer, beber, dormir, orar e apaixonar-se, etc… o trauteio tranquilizador da sociabilidade. Mas nem a Antiguidade nem a Idade Média desprezavam essa necessidade de solidão, respeitava-se o que ela significa. A nossa época, com a sua sempiterna sociabilidade, treme de tal modo ante a solidão, que não sabemos (que epigrama!) servir- nos dela senão contra os criminosos. É certo que, nos nossos dias, é um crime dedicar-se ao espírito, e nada tem de extraordinário, portanto, que os amantes da solidão sejam postos ao lado dos criminosos.

É possível aprender algo de bom com LOST ?

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O que uma série de tv como Lost tem a ensinar ? será que existe algo aprender deste seriado ? a princípio pode parecer que não, a mim parece uma história meio fútil, cansativa e chata, particularmente não sou muito fã de filmes catástrofe e o seriado não foge a regra.

Mas assistindo a um episódio me dei conta de algo interessante, não na história, no roteiro, nos personagens, mas algo que está ali o tempo todo bem em frente aos nossos olhos e na maioria das vezes passa desapercebido, o que poderia ser ? simples ! a ilha, a praia, os coqueiros, a mata, as aves, os animais, o mar.

Uma coisa que pude observar e aprender em Lost é que a nossa vida é muito preciosa, mas precisamos de muito pouco para viver bem, água, comida, abrigo, alguns amigos, muitas vezes nos perdemos tentando fazer um milhão de coisas quando deveríamos simplesmente viver, curtir os bons momentos que a vida nos dá, curtir a praia, pisar descalço na grama, sentir a areia quente sob os pés, o sol queimar a pele, a água gelada do mar, tomar água de côco, colher frutas no pé, fazer fogueira… devíamos cultivar uma vida mais simples e assim com certeza seríamos menos estressados, menos ansiosos, menos propensos a doenças, etc

É possível aprender algo de bom até de um seriado como lost, o que eu pude aprender na verdade já foi ensinado a muito tempo: “tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes” I TM. 6.8

 A história da árvore do Paraíso

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No início do mundo, o Grande Criador plantou um jardim. Inúmeras plantas formosas cresciam em cada um dos seus diferentes campos. Havia jardins de florestas, completamente cobertos de musgo verde e campainhas ondulantes, que acenavam timidamente ao vento. Pequenos seres povoavam estes jardins, farejando e sussurrando a toda a hora.Havia jardins de pradarias cheios de ervas oscilantes, que os animais percorriam com passadas graciosas.

Havia também jardins subaquáticos, para os seres do mar profundo.Tinham folhas roçagantes, arrastadas pelas correntes, e misteriosas flores de pétalas trémulas. Os mais belos de todos eram os jardins de árvores. Eram tão altas que tocavam o céu. Nessas árvores, os pássaros todos faziam os seus ninhos. Os ramos, cheios de folhas, enchiam-se de trilos e chilreios, de gorjeios e assobios, de melodias trinadas, que caíam em sonora cascata para deleite do mundo. O Grande Criador pediu aos homens que tomassem conta do mundo e construíssem para si próprios casas simples e seguras, num dos jardins de que gostassem.

Mas o tempo foi passando e as pessoas tornaram-se cada vez mais ambiciosas…— Vamos construir CASAS MAIORES! — disseram.— Há materiais de construção em abundância para usarmos como quisermos.Em breve começaram a construir palácios.

Cada novo edifício era mais alto do que o anterior e os palácios eram feitos cada vez com mais magnificência. As suas salas às centenas estavam cheias de todo o tipo de luxos… mas a ambição das pessoas não conhecia limites. Os jardins do mundo foram caindo em ruínas, cada um deles imagem da mais desoladora devastação.Todas as árvores tinham sido abatidas.Os pássaros agitavam-se tristemente no chão frio, tentando, com desespero, construir novos ninhos.As suas canções foram silenciadas.

E então, do alto do seu palácio, uma criança olhou para o mundo devastado e chorou.— Desce à terra — sussurrou-lhe, por entre o vento, a voz do Criador. — Lá encontrarás uma semente, que deves semear num local onde possa crescer em segurança.

A correr, a criança desceu as escadas em caracol da torre do palácio. Pousada na terra, estava uma semente castanha, enrugada, feia.A criança pegou na semente com delicadeza. — Onde poderei semeá-la em segurança? — perguntou-se.Foi caminhando, caminhando, até que chegou a uma vala na qual uma lama escura corria lentamente e alguns juncos baloiçavam no vento frio.— Coloca-a aqui, onde nunca ninguém vem! — parecia sussurrar o vento.

E foi ali que a menina enterrou a semente.Devagar, em silêncio e completamente invisível, a semente começou a germinar. Cresceu e fez-se uma árvore forte. Sob os seus ramos, outros jardins começaram a florescer. Em breve, as criaturas reuniram-se à sua volta.A árvore cresceu mais alto do que todos os palácios. Os pássaros voavam por entre os seus ramos e aí construíam os ninhos.Cresceu tanto, que chegou ao Paraíso. E quem assim o desejasse, poderia subir pelos seus ramos até ao Jardim do Paraíso do Grande Criador.

Tradução e adaptação Mary Joslin  The tale of the heaven tree Oxford ,

Lion Publishing, 2001 texto extríado do Blog  Histórias em Português

Pare de ler este post e vá viver !

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Após um longo e tenebroso inverno, aqui estou eu de volta, escrevendo no blog.

Muitos foram os motivos que me fizeram deixar de postar por tanto tempo; Trabalho, estudos, dificuldades da mais variadas, falta de tempo, cursos e outros me impediam de escrever, mas em parte tambem deixei de escrever por outros motivos; Cansaço, preguiça, perfeccionismo entre eles.

Nao deixei de ler, pelo contrário acompanho o blog todos os dias e respondo os comentários que continuam chegando, assim como acompanho outros blogs e comento também.  Mas apesar da minha relutância em voltar a escrever, houve um motivo o qual considero, bom, nobre e melhor do que todos os outros, melhor ainda que escrever;  O motivo ? Viver !

Sim viver, houve ocasiões em que eu poderia escrever, tinha tempo livre, ocioso, mas decidi simplesmente não escrever nada, em vez disso ia dar um passeio na lagoa, ia à praia, à um show, ao centrinho, tomar um café com amigos, fazer qualquer outra coisa, que não fosse ficar na frente de um computador digitando.

Não que escrever seja ruim, um peso, pelo contrário, mas existe uma diferença gritante entre o que é bom e o que é ótimo ! É muito melhor viver, vivenciar as experiências da vida a simplesmente observá-las e escrever sobre elas.

 Certo dia, num domingo à tarde fui dar uma passeio na lagoa encontrei duas amigas e caminhamos juntos, conversamos, brincamos, rimos, tomamos açaí, tomamos chuva na volta, nos divertimos, curtimos aquela tarde de verão de maneira simples mas agradável. Não houve grandes coisas, não houve nenhum tema profundo a ser discutido, talvez alguem se pergunte até o porque de se escrever algo tão “desinteressante” num blog !

Mas esta é justamente a minha questão, – pra variar, rs – porque isto não pode ser interessante ?  Porque não podemos achar valor nas coisas simples ?  Porque queremos falar, discutir, e mais porque achamos que é tão mais interessante ler e ou escrever do que simplesmente viver a realidade a nossa volta.

Michael W. Smith, um reconhecido cantor de músicas gospel em resposta a pergunta sobre como gostaria de ser lembrado no futuro uma vez que é uma cantor e artista famoso, etc, respondeu que gostaria de ser lembrado como:

“Um bom marido, um bom pai e alguém que cumpriu o seu propósito aqui !”

Precisamos de mais que isto ? Eu particularmente creio que não.

Já quis destruir o mundo, já quis mudar o mundo, já quis salvar o mundo…  Hoje não quero nada com o mundo, não me importo com o mundo, não quero fazer  parte do mundo…  quero destruir a mim mesmo, mudar a mim mesmo salvar a mim mesmo !

Quero viver a minha vida segundo a minha consciência, mudar em mim mesmo o que penso ser ruim e fazer a diferença na minha vida e na vida dos meus, da minha família, da minha companheira, dos meus filhos, amigos, vizinhos, etc

Se no final da vida ao olhar para trás eu não ver um grande escritor ou qualquer coisa que o valha, mas tão somente um amante eternamente apaixonado por minha esposa, um pai que conseguiu ser mais criança que os próprios  filhos quando estava com eles, um amigo de verdade para os amigos e alguém que viveu o que acreditava e cumpriu seu propósito aqui, então eu me darei por satisfeito, direi que valeu a pena e que posso descansar em paz !

Não,  não precisamos de mais que isto, se cada um viver apenas isto a nossa realidade mudará definitivamente para melhor !

Então pare de ler este post e vá viver !

A terceira e quarta doutrina, o que Vladimir Putin e Getúlio Vargas tem em comum ?

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Analisar a história é uma forma sábia de evitar cometer os mesmo erros, a história se repete em ciclos e se nos dispormos a analisá-la podemos ganhar muito, quem tem a capacidade de abstrair e olhar para trás, de se distanciar e analisar os fatos de fora pode perceber algumas coisas que as pessoas que não conseguem não percebem, assim podem ter uma visão mais acurada e por isto mesmo diferente da maioria que apenas vê o mundo como quem assiste a um noticiário jornalístico, não fazendo nenhuma análise e conexão entre os fatos sejam do presente ou do passado, por isto quero compartilhar algo que tenho percebido e que até o presente momento não vi nenhum analista comentar, nem brasileiros, nem americanos ou europeus, se chegaram as mesmas conclusões ou não publicaram ou eu não tive acesso.

Para isto farei um explanação acerca de um passado já um tanto esquecido de nossa história para compará-lo a uma situação atual.

Em 1930 o Brasil vivia a seguinte situação política, o governo era revezado entre os políticos ligados aos produtores cafeeiros do estado de São Paulo e os de Minas Gerais ligados aos produtores de leite, a ponto de este período ter ficado conhecido como “República do café com leite”, como consequência desta situação insustentável, políticos de outros estados se organizaram e ajudaram a Getúlio Vargas tomar o poder com a promessa de convocar eleições livres assim que fosse possível, na década de 30 o mundo inteiro passava por um forte período de totalitarismo, Franco na Espanha, Salazar em Portugal, Mussolini na Itália, Hitler na Alemanha, o comunismo havia tomado o poder na Rússia, a ameaça comunista era real e de uma certa maneira estes regimes autoritários tentavam frear o comunismo aplicando os mesmos princípios mudando apenas seu público alvo ou seja de classe para raça e de burgueses para judeus no nazismo por exemplo.

No Brasil não foi diferente, surgiu aqui o integralismo de Plínio Salgado, na impossibilidade de escolher uma raça para se contrapor a classe em uma sociedade já a aquela altura bastante miscigenada, optou-se justamente por enfatizar esta característica, o brasileiro era um mestiço; Da mesma forma que uma heresia contem uma verdade ou uma meia verdade e esta verdade é deturpada para justificar sua doutrina, os fatos relativos a constituição e a formação do povo brasileiro a partir das três matrizes, a saber, indígena, europeia e africana, a inquestionável miscigenação comprovada através do número dos que se declaram pardos ou ainda o numero de escravos chamados de negros da terra (índios) e a difusão do idioma nhengatu derivado do tupi-guarani e falado por negros e brancos até que fosse proibido pelo Marques de Pombal, enfim todos estes fatos foram usados para determinar que sendo todos nós índios, brancos e negros a matriz do povo brasileiro somos todos brasileiros, a saudação integralista Anauê, segundo seus proponentes proveniente do tupi significaria literalmente você é meu irmão, sendo usada no sentido de que somos todos irmãos, todos brasileiros, apelando assim a uma unidade nacional.

Esta busca de uma identidade nacional que já havia sido feita pelo romantismo se reflete agora num movimento de inspiração fascista, anti-anarquista (o anarquismo era tão ou mais forte que o comunismo naqueles anos) e anti-comunista (na forma, mas não na essência, a ponto de serem chamados de melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro), algumas outras características deste movimento eram o viés anti-esquerda (anarquismo, comunismo) e por isto considerado de direita, o anti-capitalismo, liberalismo e sionismo (Gustavo Barroso foi o principal anti-sionista, chegando a provocar a saída de Roberto Simonsen, banqueiro judeu do Rio de Janeiro, do integralismo) o que os colocava ao lado do fascismo e nazismo, um dos lemas do movimento era Deus, Pátria e Família caracterizando uma posição anti-ateísta, um dos motivos de ser anti-comunista, pró-católico-romano (por muitas vezes anti-protestante), nacionalista e pró-família (semelhante a posição da TFP, Tradição, Família e Propriedade).

Havia de um certo modo uma visão holística e idealizada do Brasil como um povo de família católica, tradicional, conservadora e que o que fosse diferente disto não poderia ser algo bom, logo era algo ruim e deveria ser mudado ou eliminado.

O anti-capitalismo liberal também conferia uma visão econômica patrimonialista, protecionista, nacional-desenvolvimentista, etc, de privilégios a indústria nacional por exemplo, a exemplo de seus primos na Europa o movimento aqui tinha seus símbolos, o Sigma, suas bandeiras e cores, azul com circulo branco, suas saudações, “Anauê”, “Deus, Patria e Familia”, seus uniformes militares verdes e por isto eram chamados de galinhas verdes, etc,.

Tal movimento foi o primeiro genuinamente brasileiro a arrebanhar um milhão de adeptos, dentre eles além do próprio Plínio Salgado, grandes intelectuais inclusive alguns recém saídos da Faculdade de direito do largo São Francisco como Gustavo Barroso, e o jurista Miguel Reale (que anos mais tarde se tornaria liberal), Roberto Simonsen entre outros.

Em 1930 Getúlio deu o golpe de estado que instalou o Estado Novo, em 1932 os políticos paulistas ligados aos produtores cafeeiros começaram a revolução constitucionalista, exigindo eleições livres, o estado de São Paulo entrou em guerra contra a Federação e foi derrotado, nos anos 40 com a intensificação do nazismo na Europa Getúlio Vargas adotou uma postura que muitos analistas consideram titubeante, indecisa, chegando a aponta-lo como um fraco, ora apoiava o USA e os aliados, ora apoiava Hitler e Mussolini, chegando a copiar a Carta del Lavoro para sua CLT e a entregar a militante comunista judia-alemã Olga Benário Prestes grávida aos alemães para ser enviada aos campos de concentração (apesar de que Olga não hesitaria em executar uma burguesa capitalista  liberal grávida).

Neste interím Plinio Salgado que considerava Getúlio como um Mussolini brasileiro e o apoiava pleiteava uma posição de influencia junto ao governo, foi acenado com a promessa de um cargo como ministro da educação, fazia campanhas pró-Getúlio, passeatas, etc, Getúlio ainda se equilibrava nas suas posições pró-aliados ou pró-eixo, foi solicitado pelos dois lados, não dava respostas definitivas a nenhum deles, ora demonstrava apoio a um, ora a outro, mas procurava mostrar uma postura de neutralidade no conflito afinal este era um conflito europeu e americano que em nada afetava diretamente ao Brasil, mas dois fatos importantes fizeram ele ter que decidir, primeiro uma oferta americana de ajuda financeira e desenvolvimento caso o Brasil entrasse na guerra e segundo um navio mercante brasileiro foi alvejado por submarinos alemães, então o Brasil se juntou aos aliados contra o nazi-fascismo na Europa, dentro de casa porém as coisas permaneciam como antes, em 1945 os aliados vencem a guerra,

O Brasil seria agora recompensado com um parque industrial, se aproxima ainda mais dos USA, mas, e como ficaria a situação interna? Como lutar contra o nazi-fascismo lá fora e justificar um estado fascista aqui dentro? e os integralistas? e Plinio Salgado? e seu cargo como ministro da educação? Getúlio então baixou um decreto com leis que proibiam terminantemente qualquer associação de cunho fascista, de forma clara e inequívoca proibiu hinos, saudações, roupas, insígnias, bandeiras e gritos de guerra que sequer lembrassem algo parecido com o fascismo, foi um duro golpe para o integralismo e uma traição para Plínio Salgado.

Getúlio, ao contrario do que muitos analistas dizem, não foi um líder fraco e hesitante que não sabia bem a que lado se aliar, pelo contrário, tal qual Napoleão o lado dele sempre foi o do poder, tinha plena consciência disto e foi muito hábil em usar a tudo e a todos em seu favor para manter e aumentar seu poder, inclusive o ingênuo Plínio Salgado e seu movimento integralista para servir ao seu propósito.

Fiz uso de um exemplo histórico de uma realidade próxima a nós enquanto brasileiros para refletir acerca de algo que ocorre em pleno século XXI, a história se repete do outro lado do mundo, um intelectual filho de militar de alta patente da antiga KGB russa, Alexandr Duguin, tem misturado conceitos bastante confusos e por vezes contraditórios (porem, com argumentações baseadas em lógica) e criou um movimento russo chamado eurasianismo ou neoeurasianismo, tomando emprestadas ideias dos antigos movimentos russos do fim do século 19 eurasianismo e pan-eslavismo, a ideia de que todas a etnias no antigo território da ex-URSS, fazem parte de um supra etnos, uma supra etnia russa, em parte, geneticamente falando ele tem certa razão, porém com já vimos uma heresia é uma meia verdade,

Duguin ao fazer uso destas ideias apela para uma unidade deste povo, em torno deste supra etnos, tal movimento atual guarda algumas semelhanças com o fascismo, nazismo e o antigo movimento integralista brasileiro, a busca de uma identidade nacional e ao mesmo tempo supra nacional, étnica (como ele disse, onde estiver um russo, ai esta a Rússia), o fortalecimento do tradicionalismo, conservadorismo (não no sentido britânico) do que é antigo independentemente de sua validade, o anti-ateísmo encarnado no apoio da e para a igreja católica ortodoxa, da família tradicional russa, o anti-capitalismo liberal, etc além de fazer uso da mesma estética nazi-facista com símbolos, bandeiras, etc (curiosamente o capitalismo liberal nunca usou isto como bem lembrou Ludwig Von Mises, …não temos flores, nem cores, hinos nem símbolos)

Duguin obviamente conta com o apoio da cúpula máxima do poder em Moscou na pessoa de Vladimir Putin que é a encarnação da própria KGB, (não existe isto de ex-KGB, disse ele), Duguin se julga, e muitos analistas concordam, o mentor intelectual de Putin e de toda política russa, eu mais uma vez discordo e afirmo que tal qual Napoleão e Getúlio, Putin é mais esperto e ambicioso que isto, Duguin pode de fato levar a sério sua doutrina eurasiana, Putin não! Ele não pensaria duas vezes em afirmar que os mongóis fazem parte do supra etnos russo como pretexto se tivesse uma única oportunidade de invadir a Mongólia! Ele não esta preocupado com coerência filosófica, ele esta interessado de manutenção e expansão do poder.

Todos os que porventura consideram a quarta doutrina como algo relevante do ponto de vista político-filosófico ainda que para criticar, discordar e demonstrar suas contradições, não estão atentando para a verdadeira questão, Putin já fazia parte da KGB na Rússia comunista, ele apoiaria o comunismo, eurasianismo, nazismo ou qualquer doutrina (liberalismo?) que pudesse legitimar seu poder, assim como ele agiu antes com Alexandr Medved (o Robin); Duguin sem perceber, apesar de toda as bagagem intelectual é que esta sendo usado por Putin e continuará sendo enquanto for útil, eu não tenho sombra de dúvidas de que caso o cenário geopolítico se mostre desfavorável a esta posição Putin mude de lado e condene o próprio Duguin e proíba seu eurasianismo como Getúlio fez com o integralismo, por enquanto a roda da história esta girando a favor de Duguin, ao menos do lado de dentro, mas como a história demonstra nada disto é garantido.

Enquanto observadores, nós ocidentais, atlantistas, devemos ficar atentos e não cair no jogo de aparências, nas cortinas de fumaça, deveríamos assim como no jogo de xadrez, no qual os russos são mestres, antecipar os movimentos do adversário e nos precaver, sobretudo permanecer vigilantes, Duguin esteve no Brasil recentemente e foi recebido quase como um deus em algumas universidades como a USP, fez declarações elogiosas ao país dignas de um ídolo do rock que toca no Rock in Rio, dizendo até que nossa musica pop (mpb?) é superior a música russa! e que é fã de bossa nova (sério?), atenção! elogiando o fato de que aqui várias etnias convivem em harmonia!

Não se iludam! Não seja ingênuos! É óbvio que ele não falaria mal do Brasil! É óbvio que ele iria elogiar e ao mesmo tempo dizer que o Brasil procura sua identidade longe da influencia americana, atlantista querendo com isto dizer que o Brasil deve ser anti-USA e pró-Russia, tendo citado por exemplo que o Brasi já é um parceiro da Rússia através do grupo dos Brics!

Devemos deixar de lado nosso romantismo, este deixemos para os momentos apropriados, tem um ditado da diplomacia que resume bem o que penso,

“Países não tem amigos, tem interesses”

 

ps: ao buscar imagens para ilustrar o texto que ligassem Getulio a Plino e Putin a Duguin, simplesmente nao encontrei, o que reforça minha teoria.

Somos todos animistas

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Cheguei a esta conclusao, somos todos animistas, todos nós, principalmente brasileiros, mesmo quando nao queremos ser, somos ainda que inconscientemente.

Tiramos fotos com uma banana contra racismo, pintamos as unhas de branco pela paz, fazemos passeatas contra a violência, corridas pelo planeta, leis de desarmamento entao nos sentamos e ficamos esperando a magica acontecer… vai haver paz, afinal pintamos as unhas de branco, nao vai haver  mais racismo afinal nós tiramos fotos com bananas, nao va haver violencia, nos fizemos passeatas, o planeta vai… (seja la o que for) nos corremos por isto, os criminosos entregarao suas armas, afinal fizemos leis…

Realizamos o ritual xamanco, invocamos as forças poderosas, os espiritos, trabalhamos a magia, manipulamos os elementos entao… só pode dar certo, afinal nao é isto que acontece ? a magica nao funciona ? tem que funcionar, vai funcionar!

Mas, e se nao funcionar ? enta é porque fizemos algo errado, nao é porque nao funcione, funciona, nós é que nos esquecemo de fazer de acordo com o ritual, esquecemos alguma regra, nao acreditamos, nao tivemos fé! entao basta  refazer os rituais, se atentar  para os detalhes, os espiritos sao detalhistas! e ter fé, muita fé de que tudo vai mudar, tudo correrá bem, haverá paz e o bem triunfará, afinal…

Somos todos animistas!

A mente do artista II

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Depois de muito pensar, e como pode-se perceber de algum tempo sem postar nada novo, decidi escrever este novo post, este tem um signifcado especial pra mim, o simples compartilhamento de uma musica numa rede social se tornou um dilema pra mim, nao por minha causa, por minhas convicçoes, mas pelo que os outros poderiam pensar a meu respeito, nao tanto por uma “reputacao ou má fama” mas por possíveis e desnecessários processos que poderiam me tomar tempo e me dar dor de cabeca, curiosos ? ok

Bom como deve ser do conhecimento de muitos eu gosto de musica de todo tipo, mas em especial heavy metal, recentemente pelo meu interesse musical diversificado tenho ouvido e até postado muitas bandas diferentes, musica folclorica celta, irlandesa, escocesa, islandesa, finlandesa, dinamarquesa, sueca, norueguesa e num dia destes ao buscar por “musicas nordicas” acabei encontrando uma banda sueca com vocal feminino, a musica em si era de um estilo mais pop e melancolico, mas alem da vocalista ser excelente, a imagem do video, barcos e vikings num fiorde, a letra e o titulo “Road to Valhala”, nao deixavam duvidas de que se tratava do tipo de musica que eu estava procurando ouvir, meu interesse musical me permite gostar genuinamente de musicas que a maioria nao conhece ou nao compreende seja pelo estilo musical em si ou pelos temas das letras, ideologia dos musicos, etc isto nunca foi um problema pra mim, separo bem a musica, a arte de todo o resto como já havia escrito no primeiro texto de mesmo nome, como é de conhecimento geral tambem muitas bandas de heavy metal desde o Black Sabbath utilizam de tematicas liricas ligadas ao ocultismo, paganismo e satanismo; ouço heavy metal desde o inicio da minha adolescencia e bandas como o ja citado Sabbath, Iron Maiden e Slayer foram as primeiras que escutei, toda uma vida ouvindo bandas que tratam de forma tao explicita temas como satanismo seja por puro marketing ou por uma pseudo filosofia nunca foi um problema de consciencia pra mim, mesmo sendo cristão (sim! surpreso ?), obviamente quem conhece um pouco da cena metal sabe que nem 1% daqueles que fazem uso desta tematica se declaram satanistas e dentre os que se declaram nem 1% o sao de fato, como afirmou em recente video Varg Vikernes a respeito da cena black metal norueguesa de que ninguem ali lia a biblia satanica, frequentava uma igreja de sata ou realizava rituais e que entre eles poderia haver budistas, ateus, humanistas, etc (obviamente nao havia cristaos, judeus ou mulcumanos) 

Mas o que uma melodia pop de uma banda sueca com tematica viking teria a ver com este exemplo? nada! realmente nao tem nada a ver com o exemplo acima, mas… como eu gostei da banda e da vocalista cliquei na proxima musica para ouvir, “Ode to a Dying people”, “Ode a um povo morrendo” em traducao livre, na sequencia a letra nao deixava duvidas de que se tratava de um certo sentimento de que “os estrangeiros, imigrantes estao tomando minha terra, meu pais, etc” (isto nao é a letra da musica, é o tipo de mensagem que é passada) e entao eu me deparo uma banda, nao, com uma cantora, “Saga” é o nome dela (nao da banda como eu havia imaginado) que sim é racista, embora rejeite o rótulo, diz apenas que nao quer conviver com pessoa diferentes ao seu redor, ou seja que nao sejam brancos e em seu país, nao estou exagerando, é o que ela afirma em uma entrevista que vi em seguida, ela é chamada inclusive de Madonna da musica nacionalista, pra que fique claro, ela tem um cd de tributo a banda skinhead Skrewdriver e a cena skinhead é o seu background.

Por isto voltei ao tema e por isto citei o heavy metal e sua tematica macabra, em todos estes anos nunca me senti mal por ouvir musicas com esta tematica mesmo sendo cristao, no entanto pela primeira vez me deparei com uma sensacao estranha, como eu sendo  um mestico, neto de uma india poderia me sentir confortavel ouvindo musicas de cunho explicitamente racista, sobretudo entendendo a letra (algumas sao em sueco, mas muitas em ingles) foi algo estranho, mas creio que amadureci o suficiente para escrever este post e usar o mesmo titulo do anterior.

Pensei em quantas bandas de black metal eu ouvi e ainda ouco ? e a quantos shows de black metal! e quanto a Richard Wagner ? vou deixar de ouvir porque ele era anti-semita e suas óperas tratavam de mitologia nordica por este mesmo motivo ? fui mais longe neste raciocinio, entao quem ouve Ana Carolina, Cassia Eller, Marina Lima, Simone, Maria Betania, etc é lésbica ? E o que dizer, saindo do campo da musica, da arte para o dos automóveis, Volkswagen (carro popular) feito sob encomenda de Hitler pela Porsche? e quanto a Mercedez-Benz ? e o que dizer da IBM que produzia os cartoes perfurados para controle dos campos de concentracao? por esta mesma lógica, levada ao extremo se tu tem um Fusca tu é nazista! 

Sim, Saga é racista e é uma ótima vocalista e sua musica é muito boa e bonita e sim eu vou continuar ouvindo mesmo discordando de tudo que ela diz nas letras! 

ps. recomendo que leiam o post anterior, A Mente do artista

 

Somos ricos, Contra o Pobrismo!

Ser rico não tem nada a ver com ter dinheiro, assim com ser pobre nao tem a ver com não ter dinheiro tambem, é possível ser um milionário e pobre e é possível ser um miserável e rico, ser rico é uma atitude, independe de quanto você tem no bolso ou na conta, ser rico é não abaixar a cabeça diante das dificuldades inclusive financeiras, é não se fazer de coitado, é não esmolar ajuda, mas erguer a cabeça e trabalhar pra conseguir pagar suas contas e se necessário arrumar dois, três trabalhos (não precisa ser emprego, basta ser trabalho!) é se preparar, estudar, buscar novos conhecimentos, ler, aprender, trocar experiências, conversar (sobre assuntos que vale a pena conversar) é colocar seus dons e talentos pra trabalhar independente de uma situação adversa,

J.K. Rowling, a autora inglesa da série de livros de fantasia ‘Harry Potter’ em uma entrevista declarou que era uma “mãe solteira desempregada, que é o mais pobre que uma pessoa consegue ser na Inglaterra”, trabalhava como voluntária,portanto sem receber, em uma ONG e tinha tempo de sobra para escrever, então ela escreveu esta estória ficou rica… não, rica ela já era, só ganhou dinheiro por isto!

Nunca me vi como pobre, sempre me enxerguei como um empresário falido, sem dinheiro, mas com a mesma visão ou como disse Robert Kyiosaki, em seu livro ‘Independência Financeira’, sucessor do seu livro mais famoso ‘Pai Rico, Pai Pobre’:

_“Não sou pobre, estou sem dinheiro, ser pobre é algo que tu é, estar sem dinheiro é uma situação que pode passar”!

Robert, que havia falido três vezes, estava casado e morando de favor, diz que queria ser financeiramente independente até aos 40 anos, teve que esperar mais dez!

Padre Chico Buarque de Holanda, uma notícia do futuro

publicado originalmente em JULHO 14, 2007 · 6:53 PM

http://opiniaosociedade.wordpress.com/2007/07/14/padre-chico-buarque-de-holanda-uma-noticia-do-futuro/

 

DIE/NEO/IORK/NOVAS

AR/4007/14/07/5ª  

Jö Jze Slva 

Paleoarqueólogos encontraram nas ruínas de uma antiga igreja no Rio de Janeiro conhecida como “Catedral das sagradas Letras” os documentos originais de uma antiga prece escrita por um padre católico de nome Buarque mais conhecido como Pe.Chico (pronuncia-se tchico, menino, rapaz, em brasileiro) em função se sua tenra idade. 

Estudos indicam que Pe.Chico saiu da Holanda ainda jovem com a vocação de ser padre no Brasil, chegando no Rio de Janeiro e logo começado seus estudos na academia brasileira de letras onde passou toda sua vida, como um recluso e celibatário monge franciscano. 

A descoberta desta prece revela como ele era um sacerdote de uma profunda devoção. 

Agora os arqueólogos pensam em restaurar a igreja e abrir para visitação pública, assim as pessoas poderão o conhecer mais do universo deste religioso.

 Pe.Chico Buarque da Holanda 

Cálice Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

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Estranho ? pois é exatamente assim que muitas pessoas, [eu disse muitas pessoas, não poucas] falam de história, lêem livros, especialmente a bíblia, sem analisar qualquer contexto , histórico, político, a realidade social da época, etc  

Assim chegam a conclusões como estas acima, ridículo ? com certeza, mas infelizmetne esta tem sidoa regra e não apenas entre pessoas menos intelectualizadas, algumas são capazes de ler qualquer livro levando em consideração todos estes fatores, mas quando se trata da bíblia colocam isto de lado, neste momento os ateus, agnósticos, etc que estivrem lendo estarão batendo palmas , achando que me refiro apenas aos “religiosos”, ledo engano, já vi e continuo vendo muito intelectual ateu, agnóstico, historiadores inclusive cometer estes erros básicos, espero que este pequeno texto irônico faça as pessoas pensarem um pouco mais quando lerem, e não apenas a bíblia, mas quando lerem qualquer livro, seja de 2.000 anos, se já de 10 anos atrás levem em consideração todo o contexto.