A Nova Sociedade

publicado originalmente em OUTUBRO 10, 2007 · 7:09 PM

http://opiniaosociedade.wordpress.com/

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Em 1950 Peter Drucker, famoso teórico da administração escreveu um livro chamado “A Nova sociedade”, nele Drucker se referia à comunidade fabril e em como os novos processos empresariais afetavam as relações de trabalho e a sociedade e lhe davam nova forma e significado.

Pouco mais de meio século depois, estamos passando por outra revolução nas relações de trabalho que desencadeiam numa mudança da sociedade, e já que estamos no terreno da administração vou citar outro teórico moderno, não tão famoso quanto o primeiro, mas igualmente importante, trata-se do irlandês radicado na Inglaterra, Charles Handy.

Handy tem afirmado que as formas de trabalho estão evoluindo de uma forma diferente da que estamos acostumados a pensar, e a sociedade tem acompanhado essa evolução, então poderíamos falar de uma corrida no sentido contrário ao que vivemos hoje.

Um dos exemplos de Handy é o do homem para quem “manter um casamento depois de muitos anos, criar os filhos e ter uma família unida” pode ser uma definição de sucesso, logo ser bem-sucedido não estará mais ligado ao sucesso profissional e sim a valores mais subjetivos que este.

Assim alguém pode decidir por exemplo trabalhar menos, mudar de área profissional no meio da carreira ou ainda deixar de trabalhar para se dedicar aos filhos, a ter uma vida mais simples, mais ligada a natureza e ainda que não tenha muitos bens, luxo e conforto se considerar bem-sucedida.

Ricardo Vitorino não é um administrador, nem um futurólogo, apenas alguém que se interessa por assuntos como administração, economia, política… alguém que gosta de ler, de se informar e que tem idéias próprias.

Indo um pouco além nesta “viagem” induzida por Drucker e Handy acredito que esta nova sociedade será bem melhor que a atual e que justamente os fatores econômicos e a atual revolução nas relações de trabalho serão o motor desta mudança.

Os valores estão mudando, hoje mesmo é possível ver esta tendência num crescente contínuo, onde coisas como jóias, carros de luxo, iates, etc perdem cada vez mais seu valor de uso para coisas simples como viagens a lugares exóticos não necessariamente caras, o convívio com a natureza que pode ser gratuito e a relação com os outros que não tem preço.

Acredito, e espero poder ver e participar desta nova sociedade, quiçá criar meus filhos num mundo um pouco menos consumista e com valores mais elevados.Quem me conhece ou lê meus tópicos sobre economia, política, sociedade, deve achar que estou doente, quem sabe tive um surto de anti-capitalismo, ledo engano ! só acredito que o próprio capitalismo está se reformulando para atender as expectativas desta sociedade que se forma.

Mas é possível viver assim hoje sem esperar o futuro, fazendo-o chegar agora, basta que pesemos nossas vidas, analisemos nosso cotidiano, nossas escolhas e os frutos que temos colhido.

Ainda que não queiramos admitir, a maioria de nós vive correndo contra o relógio, se desgastando no trabalho em jornadas, duplas, triplas… os casais trabalham mais para poder pagar uma boa escola aos filhos, a academia, a cirurgia plástica, a viagem a Disney, etc e tem se esquecido de simplesmente viverem, de serem pais e antes disto amantes !

Não é preciso me delongar para demonstrar o quanto temos sido escravos do dinheiro, do tempo, das convenções sociais de nossa época entre outras coisas, mas basta que tomemos consciência de nossa realidade, que internalizemos hábitos mais saudáveis, e que tomemos a decisão de mudar a partir de hoje os pequenos hábitos, e quando menos esperarmos seremos parte desta nova sociedade e o futuro será o nosso dia-a-dia.

Também não sou ingênuo o bastante para achar que tal transformação se dará da noite para o dia e sem percalços, apenas olho para os dias de hoje com a visão de um historiador, os processos históricos que parecem lentos aos nossos olhos são incrivelmente rápidos quando se compara com o curso da história, sobretudo se levarmos em consideração o último século.

É possível que tenhamos que nos habituar com um padrão inferior de consumo, talvez haja menor oferta e variedade de alimentos e os preços subam, o uso racional de água já é uma realidade, e com certeza os “bens de consumo” não poderão ser adquiridos pela maioria, mas isto não significa necessariamente que a qualidade de vida será pior, pelo contrário talvez até melhore, basta que descubramos que não precisamos destas “coisas” para viver bem, e que troquemos os valores que nos são incutidos pela sociedade atual por novos valores, novos paradigmas que estejam mais alinhados com a real perspectiva de vida nos próximos anos.

Bom, então você tem feito isso certo Ricardinho ? confesso que é mais fácil escrever sobre o assunto do que viver, a esta altura dirão: “pregador ! pratique o que você prega !” ok ! mas tenho tentado e experimentado algum progresso, ainda estou longe do ideal é verdade, mas a caminho, ao menos tenho a consciência e a vontade de mudar.

O que nos reserva o amanhã ? só Deus sabe! mas tendo a pensar que nos está sendo dada a oportunidade de fazer parte de uma grande mudança, cabe a nós decidirmos se queremos ser espectadores ou protagonistas.

E aí, vamos começar ?

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O que o Oscar, o Grammy e o Fórum Econômico Mundial tem em comum ?

publicado originalmente em JULHO 10, 2007 · 1:31 AM

http://opiniaoeconomia.wordpress.com/2007/07/10/o-que-o-oscar-o-grammy-e-o-forum-economico-mundial-tem-em-comum/

BradPitt_AJolie_Vuitton

O que o Oscar, o Grammy e o Fórum econômico mundial tem em comum ? os dois primeiros certamente tem muito, mas e em relação ao terceiro ? não obstante a disparidade entre o último e os dois primeiros parece que alguém acha que sim, vide o número de celebridades do mundo da música e cinema que costumam freqüentar o fórum e discursar sobre assuntos como globalização, economia mundial e fazer cobranças e protestos a comunidade que se reúne em Davos uma vez ao ano.

Também acho que esses mundos tem muito em comum, tanto que gostaria de ver nas cerimônias do Oscar e Grammy, outras personalidades como apresentadores e jurados, tais como Bill Gates, Warren Buffett, Donald Trump, Robert Kiyosaki, Jack Welch, Alan Greenspan, entre outros; Também penso que as categorias poderiam ter outros critérios de julgamento como por exemplo maior bilheteria, melhor distribuição, menor orçamento, maior valor agregado, direitos autorais, melhor marketing, melhor estratégia de lançamento, maior retorno do investimento. Creio que seja uma idéia interessante, sobretudo justa ! Afinal se o Fórum econômico mundial pode ter Bono Vox, Angelina Jolie, Brad Pitt, Richard Gere entre outros artistas falando sobre economia porque economistas, empresários e políticos não podem opinar sobre cinema e música ? Ridículo ? tanto quanto ! Se artistas podem opinar sobre economia porque economistas não podem opinar sobre cinema e música ?

Por que as tais celebridades não fazem seus protestos contra a indústria do cinema e da música ? é fácil criticar a iniciativa privada, a política, a economia, mas quem está disposto a recusar-se a atuar num filme que abuse de cenas de violência explícita, que passe uma mensagem de apologia as drogas ou que abuse de cenas de sexo apenas para aumentar a bilheteria ? isto sem falar nos salários estratosféricos pagos a atores e músicos, Tom Hanks chegou a admitir recentemente em uma entrevista que nada justifica um salário tão alto, mas ele se recusou a receber ? Bono Vox, líder do U2 – a banda mais rica do mundo segundo a revista Forbes – tem feito um trabalho voluntário em prol dos países mais pobres com dinheiro de Bill Gates, fazer caridade com o chapéu dos outros é fácil ! Mas o cúmulo da hipocrisia são as cobranças e protestos nas reuniões do Fórum e uma semana depois as cerimônias de premiação de suas categorias com limusines, roupas de milhares de dólares e muito luxo para pouquíssimos convidados.

Isto significa que não se deve contestar a atual economia global ? que não devemos nos preocupar com o futuro do planeta, com as populações menos favorecidas ? claro que não ! essa é exatamente a razão de ser do Fórum Econômico Mundial ! no entanto tais pessoas estão tão qualificadas pra tratar do assunto quanto economistas para julgar filmes ou músicas, como economistas são excelentes atores e músicos. É óbvio que cada pessoa tem sua opinião pessoal – vide nome do blog – sobre qualquer assunto, prova disso é o número de técnicos de futebol que temos no Brasil, especialmente durante a copa, mas alguém realmente acredita que faria melhor que os que lá estão ? Eu mesmo tenho minhas opiniões sobre o cenário econômico mundial tanto quanto tenho sobre cinema e música, na maioria das vezes não concordo com as premiações das academias, principalmente do Grammy, mas tenho que admitir que as pessoas que lá estão, estão porque merecem, e não é meu gosto pessoal que deve determinar isso, e porque na economia seria diferente ? Ao menos quando me proponho a falar sobre o assunto, conheço um mínimo sobre ele, não saio falando o que me dá na cabeça sem procurar conhecer a dinâmica das relações econômicas, posso divergir de uma medida ou da situação vigente, mas será sempre embasado em algum ramo de estudo da economia, não em utopias pseudo-econômicas, frutos de fantasias das mentes de pseudo- intelectuais.Como diz um velho ditado popular, cada macaco no seu galho

 

Fritjof Capra, a globalização e a ecologia

publicado originalmente em  JULHO 10, 2007 · 1:29 AM

http://opiniaoeconomia.wordpress.com/2007/07/10/fritjof-capra-a-globalizacao-e-a-ecologia/

 

Ontem eu assistia a uma entrevista de Fritjof Capra em que ele falava sobre globalização e ecoplanejamento, a partir de uma introdução sobre microorganismos, células e redes, fez uma comparação entre estas e as novas redes de comunicação na sociedade moderna, dentre as quais destacou duas: a globalização ou nova economia e o ecoplanejamento ou as ong’s em defesa do meio ambiente.

De um lado a globalização ou nova economia de mercado existiria para perpetuar e aumentar o lucro das elites numa escala global, onde o estado é o mantenedor do interesse destas elites, que através da exploração dos recursos naturais e de mão de obra local aumenta a pobreza e a distância entre ricos e pobres, e que colocam o lucro acima de qualquer outro valor, transformando tudo, inclusive a vida humana em produto.
Do outro lado a sociedade civil internacional, através de ong’s que se mobilizam em rede, com o uso inteligente da internet para impedir que estas elites destruam o planeta e consequentemente a vida humana, através de ativismo como em Los Angeles na reunião da OMC e no fórum social mundial em Porto Alegre por exemplo.

De uma lado os pérfidos e cruéis capiltalistas que querem lucrar a custa da destruição da vida, do outro os super-eco-heróis que querem salvar o mundo, um maniqueísmo barato que eu não esperava ver de um intelectual como Capra; É óbvio que existem certos casos como o da indústria de diamante na África do sul como exemplo mais claro, e por outro lado nas formas alternativas de produção como a dos alimentos orgânicos que estão ganhando mercado, no entanto reduzir a discussão a uma cruzada do bem contra o mal é ingênuo demais se não for criminoso.O que o consagrado físico, talvez não tenha se dado conta é da própria contradição de seus argumentos.

Em primeiro lugar a nova forma de organização da sociedade não tem nada de novo, foi assim após a revolução industrial, foi assim durante o mercantilismo, foi assim no período medieval, e assim por diante, toda vez que surge uma nova tecnologia a sociedade se adapta e muda a forma de organização.

Em segundo a organização e mobilização das ong’s através da internet só foi possível graças a economia de mercado onde a demanda por comunicação de longa distância e em tempo real a tornaram comercialmente viável levando empresas de todo mundo a investir em tecnologia e desenvolvimento em grande escala tornando-a uma tecnologia acessível ao consumidor.

Em terceiro as energias alternativas citadas como fotovoltaica, eólica, biomassa e de célula de hidrogênio só serão possíveis porque grandes indústrias estão investindo milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, o mesmo se dá com os alimentos orgânicos e hiper-carros movidos a energia limpa, eles só são possíveis graças a demanda e ao investimento da indústrias como as citadas pelo próprio Capra.Por último o argumento de Capra já parte do pressuposto esquerdista de que o capital é inerentemente mal, explorador e autofágico, sem levar em conta um dos conceitos básicos que é a demanda, sem ela não há para quem vender, produzir, abrir empresa, investir e consequentemente tambem não há geração de empregos, de renda, de melhoria da condição da vida humana, aliás não existiria internet, sem a qual as ong’s não poderiam se mobilizar, sem o que não poderiam se expressar.

A Fritjof Capra e a todos que tendem a concordar com o que ouvem sem refletir e desenvolver uma opnião pessoal eu deixo as palavras de um conterrâneo seu:
“Os socialistas da Alemanha Oriental, auto-entitulada República Democrática da Alemanha, admitiram de forma espetacular a falência dos sonhos marxistas quando eles construíram um muro para prevenir seus camaradas de fugirem para a Alemanha Ocidental.”
Ludwig Von Mises, Money, Method, and the Market Process.

Do casamento e do estado, pela privatização do casamento, Minha opinião como indivíduo único

publicado originalmente em http://liberalismoclassico.wordpress.com/ *

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Para além das definições de Locke e Hobbes acerca do estado, partindo de um menor para um maior grau de intervenção há varias formas e nuances, do estado mínimo passando pelo o estado de bem estar social até chegar ao estado totalitário.

No estado mínimo segundo Locke e a tradição do liberalismo clássico a função do estado estaria restrita a segurança, policial, jurídica e externa (defesa), segundo Keynes além disto o estado poderia interferir na economia em áreas como infra-estrutura, saneamento, saúde e educação, no estado de bem estar social segundo Gunnar Myrdall a completa assistência social desde o nascimento até a morte nas questões econômicas, de infra-estrutura e sociais, de saúde, saneamento, segurança e educação e no estado totalitário a propriedade é coletivizada, há o controle dos meios de produção, dos meios de comunicação, define quem produz o que, em que escala, por quanto, etc.

Em nenhum deles, nem nos estados mais totalitários como o nazista, fascista e comunista é atribuição do estado definir o que é casamento e como, quando, com quem e porque alguém deve ou não se casar, é claro que não ignoro a realidade dos crimes cometidos em nome destas ideologias contra minorias, como a proibição de casamentos para judeus e ciganos no nazismo por exemplo, porém entre alemães não havia este tipo de controle, ou seja entre um alemão “ariano” protestante e uma alemã “ariana” católica, entre um alemão da Boêmia e uma alemã da Bavária, entre um patrão alemão e uma empregada alemã, etc, pretendo demonstrar que, ao menos em teoria ,nas próprias atribuições de seus defensores não cabia ao estado definir, realizar ou reconhecer o que é casamento.

Historicamente a instituição do casamento na maioria das vezes não  estava associada a vontade de duas pessoas que se amam e que decidem viver juntas, por séculos, milênios a vontades dos pais, do pai, é que definia com quem os filhos, as filhas, iriam se casar, o casamento consanguíneo, entre primos e até entre irmãos era algo normal entre a nobreza, inclusive entre os incas, para preservar a propriedade da família, a poligamia era a regra em sociedade antigas e ainda é em muitas sociedades atuais, a lei da prima noctamostrada no filme Coração Valente de Mel Gibson, pela qual quando um plebeu se casava a primeira noite de núpcias da noiva deveria ser com o rei ou um nobre do local, duques, condes, etc, foi instituída pelos reis e sancionada pela igreja, que aliás sancionou todos os arranjos matrimoniais acima descritos conforme os interesses políticos do momento, sempre para preservar o poder, na sociedade ocidental até bem pouco tempo cabia somente a igreja o poder de realizar e reconhecer casamentos, quando este poder exclusivo foi revogado e passou ao estado com o casamento civil.

Nestes milhares de anos o casamento foi se institucionalizando, o que deveria ser uma relação simples e voluntária entre duas pessoas que se amam, tornou-se um evento, a festa, o vestido da noiva, os padrinhos, foram tomando proporções cada vez maiores e deixando de ser uma justa comemoração e celebração para se tornar algo quase obrigatório sem o qual o casamento não é reconhecido, ainda hoje o casamento religioso tem um peso forte na vida da maioria das pessoas, mas para ser reconhecido deve ser sancionado pelo estado através do casamento civil.

O casamento é uma relação, um relacionamento entre duas pessoas que se amam e que decidem viver juntas e compartilhar a vida a dois. Se duas pessoas tomam esta decisão e decidem comunicar aos familiares e amigos, se desejam comemorar, celebrar e festejar, nada nem ninguém tem o direito de as impedir, menos ainda de usar o aparato estatal para impor um conceito particular.

Mas há uma ressalva que é importante que seja feita, assim como não é ou não deveria ser função do estado determinar o que é casamento ou não também não é função do estado obrigar indivíduos ou instituições a reconhecer o casamento de outros, se alguém ou uma instituição por qualquer motivo não reconhece uma relação como um casamento, como a relação entre namorados que moram juntos sem serem casados no civil ou aqueles que são casados só no civil mas não no religioso ou ainda se um casal decidir se casar só na igreja, o estado não tem o direito de obrigar terceiros a reconhecer esta relação como um casamento, não estou me referindo a questão econômica mas social, para questões de divórcio, guarda dos filhos, herança bem como plano de saúde, conta conjunta, etc é  claro que é função do estado assegurar que estas pessoas tenham acesso aos seus direitos, mas isto não significa que indivíduos são obrigados pelo aparato estatal a reconhecer o que quer que seja sobre quem quer que seja, nem o estado, nem muito menos a igreja, as instituições religiosas não tem o direito de impor ao indivíduo um conceito e o indivíduo tem o direito de ter o conceito, mesmo o preconceito que bem lhe aprouver sua consciência, desde que não cometa crime ou seja por definição não cometa o mal contra outros, isto é não roube, não agrida, não assassine, não cometa injúria, calúnia ou difamação, mas tem o direito de achar o que bem entender, não existe crime de consciência, não se pode criminalizar uma pessoa por pensar de forma diferente, ainda que seja um preconceito.

“O casamento não é uma instituição, o casamento é uma relação” ! Liev Tolstói

Ricardo Vitorino do Nascimento

* Liberalismo Clássico é um outro projeto meu que anda  está em andamento

A SOCIEDADE DO METAL

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Imagine uma sociedade onde todos gostam de heavy metal, todos escutam metal, se vestem de preto com camisetas estampadas com caveiras, cruzes e caixões, a maioria tem muitas tatuagens, brincos, piercings, todos tem cabelos muito compridos, muitos homens além dos cabelos tem longas barbas também, alguns são carecas como Kerry King do Slayer outros raspam a cabeça ao estilo headbanger, como Jason Newsteed ex-baixista do Metallica, alguns poucos tem este estilo mas não tem tatuagens com Zakk Wylde do Black Label Society, outros ainda se vestem de preto mas de maneira mais clássica como Tony Iommi do Black Sabbath.

O fato de a maioria gostar de metal não significa que todos gostem, além do mais existem diferentes estilos dentro do gênero metal como heavy, melódico, thrash, death, doom, black, existem muitas ideologias de crítica social a ecologia, de cristianismo a paganismo, de satanismo a ateísmo, mas normalmente elas estão em segundo plano em relação a música, basta ler uma entrevista com uma banda pra ver que o assunto dominante é a música e a banda em si, além disto há temáticas como romance, literatura, filosofia, história entre outras.

As pessoas se respeitam, podem não gostar do estilo de metal que a outra curte, mas o respeita, ninguém se importa com o estilo da roupa que o outro veste, se só de preto ou se usam camiseta vermelha também como alguns fãs de black metal por exemplo, não se julgam pela aparência, a não ser alguns adolescentes quando querem se auto-afirmar mas mesmo eles quando se tornam mais conhecidos e respeitados na comunidade e portanto já não tem esta necessidade de auto-afirmação, também já não ligam mais pra roupas ou coisas do tipo, até mesmo aqueles que tem cabelo curto, não tem tatuagens, não se vestem de preto ou não curtem um som tão pesado são respeitados, brincadeiras e piadas podem fazer parte de uma aproximação da comunidade, não de uma exclusão da sociedade.

Nunca escutam som alto em transportes coletivos ou em ambientes fechados, quando querem ouvir suas musicas usam fones de ouvido, não ligam o som do carro no ultimo volume no transito nem gastam fortunas equipando o carro com caixas de som para tocar Sepultura na praia.

São sociáveis apesar da fama de anti-sociais que se explica por serem tímidos ou introvertidos ou simplesmente porque não gostam de atividades consideradas “sociais”,  tem uma visão diferenciada do mundo ao seu redor e da sociedade e conseguem enxergar a marca do furo de uma agulha da hipocrisia.

Apesar da aparência e do visual agressivo também podem ser gentis, cavalheiros, divertidos, engraçados, brincalhões, bons companheiros, bons amigos e confidentes, mas somente quem não se deixa levar pelas aparências pode ter sua amizade verdadeira.

São educados e respeitam os mais velhos que aliás são considerados como pais ou avós, o sonho da maioria senão de todos é ficar com os cabelos brancos e compridos e quem os tem é bastante estimado sobretudo pelo conhecimento das bandas das antigas 

Também respeitam as crianças e os adolescentes que serão a próxima geração de bandas, não impõe seu gosto musical aos seus filhos mas os incentivam e os levam a shows desde pequenos 

Gostam de conversar sobre os mais variados assuntos embora a preferencia seja sempre metal, porem as letras das musicas que curtem tratam de temas como literatura, história, filosofia, mitologia, religião, assim desenvolvem naturalmente interesse por estes temas e pelo fato de a maioria das musicas ser cantadas em inglês também se tornam conhecedores do idioma, a maioria desenvolve interesse pela musica e pela arte podendo ser que mais tarde se tornem músicos profissionais de musica erudita a jazz, de samba a blues, de bossa nova a rock’n’roll, podendo chegar até mesmo a se tornarem maestros.

São conhecidos por uma inteligência e cultura acima da média, podem ter senso de humor irônico ou sarcástico por vezes mórbido, normalmente ridicularizam as convenções sociais.

Raramente tem preconceitos e se e quando os tem assumem publicamente sem medo e sem noções de politicamente correto. Existe alguns homossexuais assumidos que não obstante são homens másculos, não há efeminados e não há discriminação ou preconceito podendo até mesmo um deles ser considerado um dos pais fundadores do metal, também não há ressentimento ou algo do tipo. Se alguns tiverem ideias preconceituosas e discriminatórias e relação a outros serão deixados de lado com suas ideias.

Há alguns anos a banda de black metal brasileira Mystifier, ao divulgar seu trabalho trocou correspondência e material com bandas da cena black metal norueguesa, durante um bom tempo houve uma mutua admiração e respeito pelo trabalho de ambos os lados, certa vez a banda brasileira mandou além do material já conhecido o cd com encarte e fotos dos membros da banda, ao virem as fotos dos músicos negros os noruegueses em um ato de explícito racismo masturbaram-se e ejacularam sobre as fotos e o cd mandando-os de volta com xingamentos, o vocalista do Mystifier ao ser entrevistado e perguntado sobre isto respondeu: Se eles acreditam que são superiores e querem viver assim eles que arrumem um lugar no c´ do mundo e vão viver de acordo com suas ideias, eu não vou levantar bandeira, não vou lutar por uma causa, vou continuar a fazer minha musica, minha arte, quem quiser ouvir ouça, quem não quiser não ouça  é simples, mas não vou perder meu tempo lutando contra eles, vou viver a minha vida de acordo com as minhas crenças e não em oposição a algo que sou contra.

Os profissionais dos mais variados ramos exercem suas funções baseados no mérito ninguém é considerado melhor ou pior pela banda que curte ou pela roupa que veste, por ter ou deixar de ter tatuagem, pelo comprimento do cabelo, da barba ou se usa brinco ou piercing, nem também por ser amigo do chefe ou filho do patrão, nos trabalhos como na televisão inclusive nos telejornais os apresentadores usam camisetas, não raro pretas podendo até mesmo ser de alguma banda, músicos que também são médicos podem fazer turnê com a banda durante um tempo e dar palestras de medicina enquanto a banda está de férias, economistas podem escrever teses, dar aulas ou participar de seminários dividindo o tempo como vocalista de uma banda de tributo a algum ídolo do metal.

Não é raro que um jovem guitarrista conheça sua primeira namorada num show, namorem, se casem e vivam juntos por toda a vida, em geral são românticos e gostam de dar flores as suas namoradas, tem uma tendência a gostar de musicas melancólicas, as mulheres em geral são companheiras e os apoiam, também existem bandas somente de mulheres assim como mulheres vocalistas em bandas formadas somente por homens e elas também são apoiadas pelos seus maridos e namorados.   

A convivência entre ricos e pobres é pacífica, não é raro um garoto rico convidar seus amigos pobres para curtir um som ou montar uma banda e ensaiar em sua casa, nem sua mãe fazer lanches e sucos para eles, também não é raro que justamente o sonho de formar uma banda incentive um jovem pobre a estudar e melhorar de situação social.  

Não existe carnaval nem manifestações em vias públicas com som alto, shows são frequentes no mínimo semanais em pequenos bares, casas de show ou em sítios afastados, pode haver shows públicos em arenas e conchas acústicas previamente agendados e autorizados, ou seja se por acaso houver alguém que não goste nunca estará exposto ao metal a menos que queira; antes, durante e depois dos shows respeito e educação é visto por todos os lados, fila para ir ao banheiro e fila para lavar as mãos após usar o banheiro, ninguém fura a fila, em shows pequenos e em lugares apertados as pessoas pedem licença para passar e se esbarram sem querer em alguém pedem desculpas. Normalmente gostam de cerveja, bastante cerveja, muita cerveja, mas não se vê latinhas ou garrafas jogadas nas ruas.

Não é uma sociedade perfeita, existe crime e violência como em qualquer lugar, no entanto em uma escala muito menor, se alguém comete um crime como assassinato ou destruição de propriedade privada será julgado por seus crimes não será levado em conta o tipo de musica que ele toca, praticamente não existe crime de roubo ou furto, não há o que roubar, ninguém terá interesse em roubar discos raros por exemplo, como ninguém  gosta de roupas de grife também não há demanda por este tipo de produto, um headbanger  pode gastar com camisetas de banda, cds, shows, mas não tem o mínimo interesse por roupas de grife por exemplo. Seria uma sociedade bárbara cheia de crimes e violência ? Não ! seria uma sociedade muito melhor que a que vivemos hoje! 

O salto da fé

O indivíduo único em Kierkegaard versus o individualismo libertário

“Todo homem que não se conhece como espírito ou cujo eu interior não tomou em Deus consciência de si mesmo, toda existência humana que não mergulha desse modo limpidamente em Deus, mas  se funda nebulosamente sobre qualquer abstração ou a ela se reduz- Estado, Nação, Igreja, religião  etc- ou que cega para consigo mesma, não vê nas suas faculdades mais do que energias de ordem pouco explícita e aceita o seu eu com um enigma rebelde a qualquer introspecção – toda existência deste gênero, realize o que realizar de extraordinário, explique o que explicar, até o próprio universo, por muito interessante que, como esteta, goze a vida, com tudo isso, ela será desespero”,  Soren Kierkegaard, O Desespero humano.

O indivíduo que não teve uma experiência religiosa ou que teve uma experiência religiosa baseada somente na tradição e costumes passados pelos pais, porém não uma experiência pessoal, individual com o Sagradode maneira direta e íntima naquilo que Soren Kierkegaard chamou de salto da fé, está sujeito a transferir um sentimento de experiência religiosa a qualquer outro assunto que não seja necessariamente religioso.

Toda e qualquer ação humana pode ter um caráter religioso, caso o homem não seja religioso ou mais precisamente não tenha dado o salto da fé, não tenha religião ou pratique uma religião baseada na tradição, como exemplificou Kierkegaard, “Na Dinamarca existem tantos cristãos quantos dinamarqueses, são cristãos na cristandade, assim como seriam holandeses na Holanda”, então este homem estará sujeito e na verdade terá uma grande propensão a tornar religioso qualquer filosofia, ideologia – até mesmo a ciência econômica – e ainda a se tornar um devoto fiel, não raro proselitista, com uma forte tendência para uma interpretação literal e unilateral de sua ideologia, filosofia, quando não a tomando como uma verdade absoluta, transformandoseuspostuladosem axiomas incontestáveis, verdadeiros dogmas, adotando uma postura de seita fundamentalista.

Como no exemplo do tenista para quem o tênis se torna sua religião, (Mitos primais, Barbara C. Sproul), assim quando considera nova amizades, quando vai a uma festa, quando toma qualquer decisão o tenista considera a sua relação com o tênis, aquilo que o aproxima do tênis é bom, aquilo que o afasta do tênis é mal, sua visão da realidade é afetada pela maneira como se relaciona com o tênis, dado que o tênis é um esporte tende a considerar esportistas como pessoas melhores ou mais corretas que os não esportistas por exemplo.

Isto ocorreu durante toda história humana mas vou me ater aos exemplos mais recentes, no comunismo histórico o ateísmo, embora não sendo uma religião de facto contudo é um sistema de pensamento religioso, era a religião do estado, assim como o materialismo histórico era a metodologia e o marxismo a teoria, não preciso provar o quanto os comunistas eram e são devotos fervorosos e crentes fundamentalistas em suas doutrinas a despeito dos fatos em contrário como prova a China atual.

O Nazismo não era oficialmente contra nenhuma religião com exceção do Judaísmo por causa dos judeus e não da religião em si e das Testemunhas de Jeová e por se oporem ao serviço militar obrigatório e não por motivos religiosos, também não tinha uma religião oficial mas mudou ou tentou mudar ou comprar o silencio das religiões, principalmente do cristianismo e tornou o arianismo, a teoria de supremacia da raça ariana,  a religião oficial seguida pelos nazistas.

Hoje vejo o movimento libertário internacional em todas as suas vertentes partindo para um radicalismo que não admite nem em hipótese o mínimo dissenso, de forma paradoxal os libertários não admitem a liberdade de quem pensa de forma diferente deles, ainda que se concorde em vários pontos, se discordarem de apenas um será motivo o suficiente para pesados ataques, exatamente como nas religiões fundamentalistas !

A flagrante contradição parece não incomodar, como os fariseus diante de Jesus Cristo, insistem em radicalizar ainda mais e na falta de argumentos consistentes  frente as críticas sobra o ataque pessoal como forma de exclusão de grupo.

Os libertários se dizem individualistas, porém em antagonia ao estado e apenas isto, o individuo único kierkergaardiano sequer pode ser considerado, passa longe do ideal libertário e creio que seja completamente desconhecido por eles, o indivíduo é livre para ser libertário, anti-estado, mas não para pensar por si próprio, não para discordar do grupo, não para expor suas opiniões contrárias ao consenso sob o risco de ser não somente contestado com argumentos, mas atacado pessoalmente, ofendido, xingado, humilhado e em ultima instância moralmente excluído do grupo, novamente a contradição se impõe, os defensores do princípio da não agressão agridem verbalmente, bater não pode, xingar pode, na falta de argumentos sólidos sobram expressões como idiota, imbecil, besta… bastante convincentes… os preceitos do movimento libertário, princípio da não agressão, paz, liberdade, voluntarismo, cooperação são todos sumariamente negados em suas atitudes, Gandhi disse certa vez sobre os cristãos, “No seu Cristo eu acredito, eu não acredito é no seu cristianismo”,  G.K Chesterton certa vez afirmou, “continuo acreditando no liberalismo, mas não acredito mais é nos liberais” eu diria aos libertários, na liberdade eu acredito, eu não acredito é no seu libertarianismo !

Como ler e estudar…

Uma vez eu conversava com meu sobrinho de 15 anos e ele me perguntou sobre os moais, as estatuas de pedra na ilha de páscoa e sobre os seus chapéus em outro tipo de rocha com formato estranho, expliquei que aquilo era o coque usado pelo nativos até hoje, ele acreditava que não existiam mais nativos.

Tempos atrás um antropólogo na África trabalhava com um tribo que vivia nas florestas fechadas, um jovem da tribo se tornou seu auxiliar, quando saiu de lá convidou o jovem para segui-lo em outras partes da África, chegando nas savanas e avistando animais como elefantes e girafas o jovem se recusou a descer do carro dizendo ser impossível existir animais tão grandes.

O etnólogo francês Maurice Marcel Griaule  tentava entender um mito nativo sobre uma estrutura como uma pirâmide escalonada de quatro lados onde em cada degrau havia vários animais, após um longa explanação que durou uma tarde inteira o etnólogo fazendo os cálculos das dimensões da pirâmide e de cada degrau perguntou como era possível ter tantos animais num espaço tão pequeno, o ancião nativo riu e respondeu que o número de animais era um símbolo e que qualquer número caberia.

As vezes estamos tão acostumados com uma ideia que por mais que a verdade esteja obvia em nossa frente não a enxergamos ou simplesmente nos recusamos a acreditar, não importa se é um adolescente de 15 anos, um nativo africano primitivo ou um cientista ocidental acostumado com linguagem mítica, todos nós estamos sujeitos a considerar a nossa verdade como absoluta e a simplesmente não enxergar ou a negar a realidade diante dos nossos olhos porque não cabe em nossa visão de mundo.

Certo, mas então o que fazer ? Meu conselho, ter uma abordagem neutra e uma perspectiva aberta, ou seja quando for ler, estudar ou simplesmente viver seu momento de lazer e se deparar com algo diferente da sua realidade e visão de mundo, ter uma abordagem neutra, não abordar segundo aquilo que você já sabe ou acredita ser verdade, como por exemplo: existe luta de classes, ou sempre existiu propriedade privada da terra ou qualquer outra coisa, em segundo lugar ter uma perspectiva aberta, tentar entender o ponto de vista e se necessário não ter a vergonha de dizer que não entende e perguntar. É bom ter em mente uma perspectiva histórica e científica, se for o caso matemática, física e química devem ser usadas, como no caso do estudo das ciências econômicas por exemplo.

Assim podemos chegar mais perto da verdade

O Bolsa família e a realidade II

 

Indo direto ao ponto, o bolsa-família assim como todo programa de transferência de renda e toda política assistencialista do estado parte do pretexto de que estas são políticas necessárias para ajudar os mais pobres, de acordo com os seus defensores, a transferência de renda estimula a economia fazendo com que o dinheiro repassado seja utilizado no consumo gerando um círculo virtuoso na cadeia produtiva, ou seja uma típica política keynesiana ou o que Fredéric Bastiat chamaria de “quebrar vidraças”.

Caso o estado tivesse de fato interesse em ajudar os mais pobres, estimular a economia, gerar empregos seria muito mais simples, bastaria eliminar todos os impostos de preferência ou ao menos reduzir drasticamente, flexibilizar as leis trabalhistas ou ainda apenas não interferir na economia, assim os custos de produção seriam mais baixos, os produtos finais seriam mais baratos, sem uma carga tributaria real acima de 50% em média, haveria mais consumo, com o aquecimento da economia haveria estímulo para novos empregos e aumento dos salários ou ainda melhor que isto os produtos ficariam cada vez mais baratos aumentando o poder de compra, de nada adianta ter salário alto se a inflação e os impostos corroem todo ganho real.

 Não se trata apenas de uma teoria abstrata, durante a gestão de Marta Suplicy como prefeita da cidade de São Paulo foram criadas varias taxas, o que lhe rendeu o apelido de Martaxa, havia taxa do lixo, taxa de iluminação pública, taxa de ocupação do solo… qual foi o resultado ? ficou tão caro manter uma empresa na capital que muitas empresas mudaram para cidades vizinhas, muitas vezes apenas alugando uma sala comercial como escritório de suas sedes sociais, a cidade só perdeu com isto, a arrecadação caiu drasticamente enquanto aumentou nas cidades vizinhas !

 Enfim, o estado não tem interesse nenhum em ajudar os mais pobres, pelo contrário, o estado tem interesse é que os mais pobres continuem dependentes de programas de transferência de renda, assim o estado pode manter suas políticas assistencialistas sem que os pobres percebam que são eles mesmo que pagam a conta através de altos impostos e produtos mais caros, em entrevista no programa do Jô Soares, José Wilker afirmou que o que o estado dá aos artistas com a lei Rouanet é muito menos do que ele tira através dos impostos, esta é uma lei da qual não da pra fugir, o estado não pode dar nada que ele não tenha tirado de alguém, e ele esta tirando de você !

este post é uma continuação de um postno meu antigo blog

http://opiniaoeconomia.wordpress.com/2007/08/11/o-bolsa-familia-e-a-realidade/ 

O mundo tá muito gayzinho

Estava conversando com um colega de trabalho sobre como antigamente nossos tênis eram kichute, conga, bamba ou Allstar, são tênis feios, básicos, de lona, sem um solado muito sofisticado, eram fortes, eram bons pra jogar bola, pra brigar… hoje em dia os tênis são laranja, azul ou verde florescente, são cheios de coisinhas, molas, gel… as pessoas também…  agora tudo é bullying e homofobia, em nossa época todo mundo tinha apelido, todo mundo zoava e era zoado, hoje não pode dar um peido que já vem a patrulha do politicamente correto, agora mesmo alguém leu isto e pensou algo assim, que saco ! que mundo de merda ! o mundo tá gayzinho demais !

Uma rosa para Judas …

Hoje duas coisas me fizeram pensar, a primeira a notícia sobre as comemorações de feriado de corpus christi de que foi confeccionado o maior tapete de sal do brasil ou da américa latina e a segunda foi um filme sobre museus, fiquei pensando que primeiro a religião é de fato o ópio do povo, as pessoas não tem nem o que comer direito mas se juntam pra acumular 50 toneladas de sal para uma cerimônia religiosa e depois jogar tudo fora já que não vai prestar pra mais nada, uma das senhoras tinha um problema no joelho e estava deitada no chão para poder fazer os tais tapetes, mas esta mesma pessoa não se esforça tanto para resolver os próprios problemas.

Agora fico pensando, antigamente os protestantes, os evangélicos viam isto com desdém, ridicularizavam ou tinham pena de quem se comportava desta forma, hoje em dia há uma estranha simpatia entre protestantes ao catolicismo romano, é estranho, aplaudem e apóiam o papa, o papel da igreja católica, assinam embaixo o que os padres dizem, chegam até a apoiar um tratado entre o Brasil e o vaticano, séculos atrás isto seria inimaginável mas hoje parece normal e o povo segue repetindo as tradições sem nem saber porque, e a vida segue…

Segundo, pensei também em como as pessoas estão sendo iludidas por toda esta cultura simbólica e deixando de viver suas próprias vidas para viver um eterno teatro, por exemplo, as pessoas são influenciadas a desde pequenas ler, escrever, desde as leituras antes das crianças dormirem, depois na escolas que começam cada vez mais cedo, ai crescem.

Quando Theodore Kazinscki, o Unabomber, detonou bombas para protestar contra a civilização industrial e tecnológica ele fez uso de tecnologia industrial ele negou tudo que ele dizia acreditar, assim como os seguidores de Jon Zerzan e outros críticos da civilização atual e da cultura simbólica quando escrevem livros ou ainda quando protestam com placas com palavras de ordem e símbolos da anarquia estão fazendo uso da cultura simbólica e pior ainda estão deixando de viver da forma como acreditam, estão perdendo tempo atacando o que consideram errado no lugar de viver o que julgam ser certo, enfim no lugar disto algumas pessoas continuam vivendo suas vidas independente da opinião alheia, os amish ou menonitas nos estados unidos vivem de maneira diferente do resto há séculos, os ciganos são nômades há milênios, os hazda da áfrica são caçadores-coletores desde o surgimento do homo sapiens… até onde se sabe nenhum deles tenta convencer o resto do mundo a ser como eles, apenas vivem suas vidas da forma que acreditam, não parece que querem mudar o mundo, mas vivem de forma diferente, todos  continuam falando demais, escrevendo demais, viva e deixe viver,  Laissez Faire, Laissez Passer